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Como planejar sua rotina de estudos acadêmicos

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Uma das principais perguntas que meus mentorandos me fazem é “como você estrutura sua rotina de estudos, professor?”. Afinal, eu trabalho, estudo e tenho uma família, de modo que é importante saber organizar bem o meu tempo.

Ao começar seus estudos voltados a cursar um mestrado acadêmico e, mais à frente, o doutorado, você precisa se organizar para conduzir toda a leitura necessária, assim como o controle das referências estudadas e redigir artigos, projetos de pesquisa e sua tese ou dissertação. Você pode ter que escrever uma proposta de mestrado ou doutorado muito maior do que a que te rendeu a entrada ao longo do curso. Pode haver um processo bastante formal em torno desta proposta expandida, normalmente denominada de qualificação.

Para cumprir essas etapas com sucesso, você deve estabelecer algumas rotinas de leitura e escrita. O primeiro ponto a ser compreendido é que não há rotina de estudos certa ou errada. O que é importante é ter uma uma rotina e não deixar as coisas ao acaso. Você precisa reservar uma boa quantidade de tempo para ler e escrever. No início de sua preparação, é importante você experimentar diferentes tipos de organização de tarefas de tempo com o objetivo de descobrir o que combina mais com seu processo de trabalho. 

O importante a entender é que a rotina acadêmica é sempre uma mistura de coisas diferentes: algumas leituras, alguns textos escritas, planejamento para eventos. No Brasil, infelizmente, também é comum que a maioria dos mestrandos e doutorandos precisem combinar a rotina de estudos com atividades profissionais.

Assim, você deve também manter espaço para essas atividades que, claro, são o que possibilita a sua vida acadêmica materialmente. Assim, o estabelecimento de uma rotina deve incluir vários tipos de atividades.

O primeiro passo: defina os recursos a disposição em sua rotina de estudos

A definição de uma boa rotina de estudos pressupõe a resposta a algumas questões importantes, que revelam os recursos efetivamente a sua disposição. Os recursos podem variar e incluir outras questões além das propostas. Mas, fundamentalmente, quem pretende seguir carreira acadêmica precisa refletir, ao menos, sobre esses recursos: 

Estrutura de trabalho – é importante definir como você vai desenvolver seu trabalho diariamente a fim de estabelecer quando trabalhou o suficiente. Eu, por exemplo, quando estava no doutorado, estabelecia um limite mínimo de páginas lidas por dia: cinquenta (quando trabalhando) e cem (quando não estava trabalhando). Parece pouco, mas a ideia é ter uma baliza mínima que você consiga seguir. Houve dias em que consegui ler mais que isso – às vezes, mais de duzentas páginas em um dia, conforme a dificuldade da leitura. Mas textos densos exigem maior atenção e, em alguns dias, não rendia tanto. Uma outra estrutura possível é estabelecer um ritmo de leitura baseado em horas de atividade, não páginas. Assim, você pode estabelecer que lerá duas ou três horas por dia. Na fase de redação, também é importante ter em mente alguma meta específica, como número de páginas ou horas trabalhadas efetivamente na redação do texto.

Evidentemente, essas estruturas podem não ser as mesmas para cada atividade – então algumas pessoas, como eu, gostam de impor limites de palavras e prazos para si mesmos para escrever ou ler. Outras estruturas existem, mais ou menos rígidas, e devem ser escolhidas de modo a se adaptar a sua personalidade. Por exemplo, você pode estabelecer um cronograma rígido de trabalho, dedicando de 7h às 10h da manhã para leitura, por exemplo. Existem diversas possibilidades e o mais importante é descobrir o que funciona melhor para você. 

Tempo – Outro recurso relevante é o tempo. Quando você escreve melhor? Na época do doutorado, eu era mais notívago e hoje, por questões familiares, me tornei um pouco mais matinal. Cada um tem um estilo e rende melhor em determinado horário. Se você não percebeu ainda quando rende melhor, procure experimentar, lendo e escrevendo em momentos diferentes – se você ainda não tem um horário favorito.

Também é importante separar tempos diferentes para tipos de leitura distintos: (i) encontrar referências bibliográficas; (ii) passar o olho para verificar se determinadas obras realmente te interessam e serão utilizadas na pesquisa (o que os ingleses e americanos chamam de skimming); e (iii) efetivamente ler o material selecionado. Defina em sua rotina de estudos um espaço para cada tipo de leitura, porque todas elas são necessárias para fazer um bom trabalho. Também há o tempo necessário para fazer anotações (eu costumo anotar enquanto leio, na lateral da página), então não se esqueça de computar todo esse tempo em seu planejamento. 

Lugar – Um recurso importante é definir onde você prefere conduzir suas atividades. Há pessoas que preferem escrever no escritório, ler na sala e refletir caminhando em um parque. Outras pessoas preferem fazer tudo isso no escritório. Gosto muito de ler no quarto, escrever no escritório e refletir enquanto caminho (além, claro, das reflexões naturais durante outras atividades). Há também quem prefira escrever sem ouvir nada e quem adore redigir seus trabalhos ouvindo música.

No meu caso, gosto muito de trabalhar escutando música clássica mais leve – nada especial: seleciono uma playlist no Spotify e deixo rolar. Enfim, o importante é estabelecer um ambiente bem definido para desenvolver suas atividades e prepará-lo para seu trabalho.

Aproveite o início de sua pesquisa para planejar as rotinas que funcionam melhor para você. Não é fácil equilibrar os estudos com estrutura e flexibilidade, honrar compromissos acadêmicos e profissionais, estar aberto a novas atividades e ainda ser criativo para conduzir uma pesquisa inovadora. No entanto, é crucial estabelecer esse padrão rotineiro, porque é nele que seus próximos anos de pesquisa estarão fundamentados. 

A hierarquia do planejamento de sua rotina de estudos

O planejamento da rotina, além de ter uma estrutura básica definida a partir dos elementos apresentados na seção anterior, também precisa ser projetado para cobrir todo o seu trabalho. Se você ainda não foi aprovado em um programa de mestrado ou doutorado, o planejamento deve cobrir todo o cronograma esperado do processo seletivo – sem aguardar sequer a publicação do edital. Começar a se preparar o mais rápido possível é uma decisão importante para a aprovação. No caso de você já estar cursando o mestrado ou doutorado, o planejamento deve considerar todo o tempo até a defesa de sua dissertação ou tese.

O planejamento de sua rotina de estudos deve englobar vários níveis, considerando diferentes faixas de tempo. Assim, é importante definir metas globais, compreendendo todo o período considerado, metas intermediárias, considerando atividades que deverão ser cumpridas ao longo do tempo, metas mensais, semanais e diárias, que compreenderão o núcleo do planejamento de suas atividades.

Planejamento Global

É importante ter um planejamento global, considerando todas as metas relevantes para cumprir o objetivo pretendido. Se é ingressar no mestrado ou doutorado, inclua nesse planejamento a preparação do currículo lattes, a redação do projeto de pesquisa; os exames de conteúdo e de proficiência em idioma estrangeiro; e a participação na prova oral. Defina a data em que toda a preparação desses elementos deverá estar concluída. No caso de quem já ingressou, é importante assinalar no calendário quando você deverá ter preparado o material para a qualificação e para a defesa da dissertação ou da tese.

Planejamento Intermediário

Estabelecidas as metas globais, utilize o calendário para fixar suas metas intermediárias. Para escrever um projeto de pesquisa, você precisa planejar a leitura, ler, definir o tema, o problema e a metodologia de pesquisa. Para concluir um mestrado ou doutorado, você precisa ser aprovado em determinadas disciplinas, escrever um projeto de pesquisa final, qualificar seu trabalho. Cada item desses precisa ser concluído em uma data específica compatível com a fixada no planejamento global.
O próximo passo é o planejamento granulado de seu trabalho em períodos de tempo específicos, estabelecidos a partir de sua rotina.

Planejamento mensal e semanal

Fixadas as metas globais e intermediárias, é preciso detalhar como elas serão cumpridas. E a resposta está no planejamento adequado de suas atividades mensais, semanais e diárias. Que meta você pretende cumprir a cada mês?

Mestrandos e doutorandos podem definir, por exemplo, que os primeiros três meses serão dedicados a ler livros gerais sobre o tema investigado, o mês seguinte para ler obras específicas sobre o problema de pesquisa, e assim por diante. Um candidato ao programa de mestrado, por sua vez (e a depender do tempo a disposição), pode estipular algumas semanas para ler literatura a respeito do tema, a fim de identificar o problema de pesquisa. Em seguida, pode estipular um cronograma de leituras para definir o marco teórico e, por fim, definir um marco temporal para a redação do projeto de pesquisa.

A essa altura, você já percebeu que a lógica deste planejamento é hierárquico.

Planejamento diário

Mas o coração de um bom estabelecimento de rotinas é, sem dúvidas, o planejamento diário. Inclua no seu cronograma, dia-a-dia, o que você vai fazer a cada hora. Dependendo do que funciona para você (um calendário online, um caderno, uma lousa), deixe à vista o que você quer fazer. Construa todos os dias em torno de seus objetivos , equilibrando o que você precisa fazer com o tempo de inatividade e as atividades que você gosta. 

Técnica pomodoro aumenta a capacidade de concentração

Aplique a técnica Pomodoro

Uma abordagem que você pode tentar ao estabelecer sua rotina de estudos é a ‘Técnica Pomodoro’. É um método de gerenciamento de tempo que usa um temporizador para dividir o trabalho em pedaços de 25 minutos, separados por intervalos curtos regulares e pausas longas ocasionais. Há uma série de aplicativos que você pode baixar para experimentá-lo.

A Técnica Pomodoro foi desenvolvida no final da década de 1980 pelo então universitário Francesco Cirillo. A maior força do método é sua simplicidade. Basta seguir os seguintes passos para aplicá-la: 

  • Obtenha uma lista de tarefas e um temporizador.
  • Defina o temporizador por 25 minutos e concentre-se em uma única tarefa até que o temporizador toque.
  • Quando sua sessão terminar, marque um pomodoro e grave o que você completou.
  • Então aproveite uma pausa de cinco minutos.

Depois de quatro pomodoros, faça uma pausa mais longa e restauradora de 15 a 30 minutos.

A técnica parte de outras premissas voltadas a elevar sua produtividade e o foco na condução das atividades. A primeira delas é simplificar projetos complexos. Se uma tarefa requer mais de quatro pomodoros, ela precisa ser dividida em etapas menores, assegurando que você faça progressos claros em seus projetos.

Além disso, você deve combinar pequenas tarefas. Muitas vezes, nosso tempo se esvai porque misturamos tarefas grandes com tarefas maiores. Quaisquer tarefas que levem menos de um Pomodoro devem ser combinadas com outras tarefas simples. Por exemplo, “pagar a conta de energia”, “marcar uma consulta” e “enviar um e-mail para o advogado” poderiam ser concluídas em uma única sessão.

Por fim, uma ultima regra: uma vez que um pomodoro é definido, ele deve tocar. O pomodoro é uma unidade de tempo indivisível e não pode ser quebrado, especialmente para não verificar e-mails recebidos ou mensagens de texto. Tome nota de quaisquer ideias e tarefas que surgirem para voltar a elas mais tarde. No caso de uma interrupção inevitável da rotina de estudos, faça sua pausa de cinco minutos e comece de novo. 

O que torna o pomodoro tão eficaz é que a ferramenta torna mais fácil começar as tarefas importantes. Pesquisas vêm mostrando que a procrastinação tem pouco a ver com preguiça ou falta de autocontrole. Pelo contrário, tendemos a adiar determinadas tarefas para evitar sentimentos negativos. É desconfortável encarar uma grande tarefa ou projeto como uma tese ou dissertação (ou mesmo o projeto de pesquisa). Então, recorremos ao Facebook, ao Twitter ou ao Netflix, que melhoram nosso humor e bem-estar temporariamente.  

Felizmente, estudos também mostraram que a maneira mais eficaz de sair do ciclo procrastinação é iniciar uma tarefa que você está adiando para um pequeno e intimidante primeiro passo. Por exemplo, em vez de sentar para escrever um texto grande , sente-se para escrever por 5 minutos ou simplesmente editar um pequeno parágrafo. Fazer algo pequeno por um curto período de tempo é muito mais fácil de enfrentar do que tentar assumir a grande tarefa de escrever seu projeto de pesquisa ou sua tese de doutorado. E essa estratégia de procrastinação é exatamente o que a técnica pomodoro ensina a fazer: divida suas grandes tarefas, projetos ou metas em algo que você só tem que fazer pelos próximos 25 minutos. Você cria, aos poucos, foco na tarefa sem se sobrecarregar com tudo o mais que deve fazer. É só concluir um pomodoro de cada vez.

Descansar também é importante para sua rotina de estudos

Também é importante abrir um espaço para pausas e descansos. Tendemos a fazer pausas naturais de tempos em tempos, mas o estudo voltado à pós-graduação stricto sensu tende a torná-las pouco frequentes. Mas fazer pausas regulares garantirá que você esteja mais focado e mais produtivo quando estiver trabalhando, e terá um impacto positivo no seu bem-estar geral.

Além disso, ter hábitos diários que priorizem o autocuidado pode ajudar a impulsionar seu bem-estar e criar uma sensação de rotina. Inclua em sua rotina de estudos atividades como uma simples meditação, tempo para exercício ou mesmo uma simples caminhada.
Por fim, também é importante notar que muitos estudantes trabalham, relaxam e dormem no mesmo espaço físico. Criar algum tipo de separação entre essas diferentes partes de nossas vidas ajuda a criar uma rotina adequada. Por isso, é importante que diferentes atividades sejam realizadas em partes distintas da casa.

Trabalhe em um horário definido a cada dia e use noites e separe os fins de semana para descansar. Não se sinta culpado por isso. Embora não haja dúvida de que a rotina acadêmica é desgastante, é perfeitamente possível ajustá-la a um estilo de vida saudável e produtivo.

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